A DIARREIA MENTAL DO PROFEXOR SOBRE O NAZISMO E A ESQUERDA – PARTE 1

A página do “profexor” (aquela que nos copia) resolveu apresentar argumentos que colocam a politica/governo nazista como esquerdista.

Ele usou uma imagem da página  “Meu Professor de História” (Desistiu de Mim) e nem citou os créditos!

Imagem da página que o profexor usou como base

Além de desconsiderar todos os textos que indicamos na postagem da imagem.

O texto do “profexor” mostra bem o estilo “Olaviano” de escrita: palavras rebuscadas, comparativos anacrônicos, afirmações falsas, análises superficiais e ataques, tudo dentro de um longo texto .

Vamos tentar, da forma mais objetiva possível e com muitos links, rebater os principais argumentos do seu texto.

ESQUERDA X DIREITA


Antes de mais nada, somos obrigados a começar pela definição de “esquerda x direita” do “profexor”. Sua argumentação é tipica das teorias conspiratórias que vemos por aí. Primeiro ele desconstrói a realidade, para depois reconstruí-la da forma que lhe convém e , a partir daí ,argumentar em cima dessa nova realidade.

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Como já virou habito entre os “Neo-Conservadores e Arnarcomiguxos”, ele tenta desconstruir  as definições históricas de “esquerda x direita”, e reconstruir-la da seguinte maneira:

Direita igual á Menos Estado
Esquerda igual á Mais Estado

Essa definição, além de superficial,  não é sustentada historicamente .
Mediante essa alegação seriamos forçados a definir os seguintes governos como esquerdistas:

ditadura militar brasileira ,pois foi um período onde o governo foi atuante nas decisões econômicas do pais.
todas as monarquias absolutistas da Europa. “-O estado sou eu.” Luís XIV.
-os governos dos faraós egípcios.

E todos os governos da história que tenham participado ativamente nas decisões econômicas de seus respectivos países, ou seja, quase todos os governos da Europa.

Para exemplificarmos como esse conceito não se sustenta ,de acordo com essa premissa, a politica de intervenção do estado brasileiro durante a república velha ,de comprar e queimar café , seria uma politica de esquerda.

Faz sentido? A oligarquia do café com leite, de esquerda?

Como a ciência da história faria? Aceitaria essa definição? Ou usaria uma para analisar o presente, e uma completamente diferente para analisar o passado? 
E se aceitasse essa definição atual? Seria correto usa-la para analisar o governo nazista?

Portanto , antes de prosseguirmos, é necessário uma minima compreensão da polarização do espectro politico.

BREVE HISTÓRIA DOS CONCEITOS POLÍTICOS de
 ESQUERDA X DIREITA
 
 

As origens da oposição política “esquerda x direita” remontam à Revolução Francesa, através das  posições físicas que os partidários de certas reivindicações e propostas ocupavam na Assembléia.

Em 1789 o novo ministro, Necker, convenceu o rei a convocar a Assembléia dos Estados Gerais, que não sê reunia desde 1614.

Os que ficavam à direita do rei na assembléia eram os que defendiam  a antiga ordem. Eram compostos basicamente por aristocratas(nobreza) e o Clero,defendiam  o status quo, a “atual” classe dominante e o direito hereditário ao poder.(1)

Quem ficava à esquerda , o chamado Terceiro Estado, defendia a igualdade de condições dentro da sociedade, independentemente dos privilégios concebidos pela hereditariedade que a aristocracia tinha (lembremos que na antiga ordem Feudal, somente os nobres poderiam ter posses), essa posição era composta por representantes de 98% da população francesa, entre eles os que futuramente seriam chamados de Jacobinos e os Girondinos

Quem ficava do lado direito defendia a conservação do poder pela classe dominante, e quem ficava do lado esquerdo defendia a igualdade de condições.

Portanto, a burguesia , representada pelos Girondinos, ficava à esquerda da assembléia formando um único bloco composto também pelos trabalhadores da cidade e pelo campesinato, todos reivindicando igualdade social e a quebra da ordem feudal.

No futuro, a igualdade conquistada será suficiente para o primeiro grupo (burguesia), mas o segundo continuará reivindicando igualdade.(2)

“A pressão externa resultou, internamente, numa radicalização revolucionária. A unidade inicial do terceiro estado contra os aristocratas desapareceu, cedendo lugar a uma complexa composição político-partidária, na qual se destacariam dois partidos: 1) os girondinos, formados pela alta burguesia que defende as conquistas da revolução, mas não quer mais avanços nas concessões aos trabalhadores e às classes pobres, os chamados sans-culottes; e 2) os jacobinos, pequena e média burguesia que, sob a liderança de Robespierre, quer mais avanços, contando com o apoio das massas populares.” (3)

O rei, mediante a radicalização da revolução, começa a apoiar os Girondinos, que passam para a direita nas assembleias seguintes.

É a partir dessas assembleias , com os Girondinos sentados á direita, que “nasce” a concepção histórica de “direita x esquerda” e entendemos esse evento como marco inicial da polarização politica que usamos até hoje.

Direita e esquerda, como são entendidas hoje, tem sua origem remetida neste ponto da revolução.

O objetivo aqui não é uma descrição profunda dos eventos que formaram a Revolução Francesa, portanto, para mais detalhes, estão disponíveis links abaixo desse texto.

Após vários eventos, os Girondinos tomam o poder e colocam na liderança da primeira república francesa , através de um golpe de estado, o oficial Napoleão Bonaparte.

Inicia-se o período Bonapartista na Europa, Napoleão proclama-se imperador em maio de 1804 e parte para uma série de conquistas territoriais  e , inspirado pelo império romano, tenta unificar a Europa sob um único líder.

Após a queda de Napoleão e da desfragmentação de suas conquistas territoriais houve o aniquilamento de praticamente todas as monarquias absolutistas na Europa, dos privilégios da antiga ordem feudal e quase todas as colônias europeias na América se tornaram-se independentes.(4)

A geopolítica ocidental se remodelava em torno de uma “nova” classe dominante, exclusiva e absoluta, a Burguesia.(5)

O termo “esquerda x direita” começava a ser usado pelos escritores da época, e sempre respeitando a seguinte premissa :

Direita: conservação do status quo e defesa dos ideais da classe dominante, tendo ela adotado costumes voltado ao mercado, no entanto , vale ressaltar , que não abandonou os antigos costumes estamentais, que valorizavam o prestígio como elemento hierárquico de distinção social.

Esquerda: mudança no status quo e reivindicação da igualdade perante a classe dominante, ou de concessão de maiores direitos sociais e econômicos .

Perceba que a direita, representada pela burguesia, valorizava o prestígio como elemento hierárquico, portanto a igualdade conquistada na Revolução Francesa foi parcial, e não beneficiou totalmente os 98% de franceses.

Em 1848, na Europa, aconteceram as primeiras grandes movimentações populares contra essa nova classe dominante, os trabalhadores se levantaram contra a burguesia reivindicando igualdade social .

Portanto a burguesia ,nesse contexto, configurada como classe dominante , com a premissa de conservar a atual ordem social , foi definitivamente empurrada para direita, assim como seus defensores.

Sempre que uma ideologia ou movimento politico surgia pela defesa do capital , pela liberdade parcial conquistada na revolução francesa e pela conservação do status quo ele era classificado como de direita, e se um movimento surgisse contra o capital , reivindicando ampla liberdade e contra o status quo(6), era imediatamente classificado como de esquerda.

No Manifesto Comunista de 1848 , Marx já classifica a burguesia como direita (e ele não foi o primeiro) .

O surgimento ou o crescimento de um movimento dentro da esquerda proporcionalmente faria surgir ou crescer um movimento oposto na direita, e vice-versa.

Com as movimentações operárias, a Liga dos Comuns e a crescente influência de Marx, a esquerda passa a incorporar a ampla defesa dos direitos trabalhistas (proletários).

O debate acerca da social-democracia e a revolução Russa de 1917, reforçam qualquer defesa pelo capitalismo para a direita.

A emergência do Keysinismo pós crise de 1929 e dos estados de bem-social com suas politicas intervencionistas reforçam a oposição entre liberdade de mercado e intervenção do estado na econômica.

Portanto, esse conceito de liberdade econômica só é reforçado na direita como uma oposição ao estado de bem-social, que automaticamente passa a configurar na esquerda (principalmente defendido pela Social-Democracia).

O objetivo desse breve histórico foi mostrar que o liberalismo é de direita, mas nem toda a direita é liberal, porque existe algumas questões fundamentais: a burguesia , a conservação do status quo , a defesa do capitalismo. Os reacionários monarquistas também estavam na direita, portanto, um estado ditatorial , com politicas de controle da econômica, apoiado e sustentado por uma parte da elite burguesa , com o propósito de realizar intervenções estatais visando a manutenção e/ou a ampliação dos privilégios dessa elite burguesa, não seria Liberal (por motivos óbvios) , mas isso não descaracterizaria sua posição no espectro político, que é de DIREITA, assim como seria de direita um partido que defendesse esses pontos em seu plano de governo.

Marx exemplifica bem como a ordem burguesia , mediante a crise do capital e consequentemente a perda do controle das massas, desembocaria em um regime capitalista duro, autoritário afim de entregar-se aos seus negócios privados, sob a proteção de um governo forte e autoritário.

Portanto a intervenção estatal não pode ser classificada diretamente como uma politica de esquerda, porque tudo depende de qual é o objetivo que essa politica intervencionista se propõe.

Bibliografia:
Michel Beud – História do Capitalismo
Karl Marx – O 18 Brumário de Luís Bonaparte
http://www.scielo.br/pdf/rsocp/v21n45/a11v21n45.pdf
http://www.culturabrasil.org/revolucaofrancesa.htm
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/revolucao-francesa-2-direita-e-esquerda-contencao-e-radicalizacao.htm

Notas de Rodapé:
(1) Na época da Revolução Francesa, esse dominio estava totalmente desgastado e seriamente ameaçado pela burguesia.
(2) estou falando da França, o poder da burguesia como classe variava muito entre os países Europeus, é considerada a primeira revolução burguesia da história, a revolução de Avis em Portugal no século XIV.
(3) paragrafo retirado desse texto http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/revolucao-francesa-2-direita-e-esquerda-contencao-e-radicalizacao.htm
(4) a independência dos EUA é anterior a Revolução Francesa, e marca o aprofundamento das revoluções burguesas no mundo.
(5) a ascensão burguesa nesse caso não sugere uma ruptura drástica, já que a formação e ascensão da burguesia remontam 500 anos de história até a Revolução Francesa.
(6) ser um grupo de esquerda contra o status quo não implicava diretamente em querer uma mudança drástica da sociedade, já que dentro desses grupos, permeavam os chamados reformistas de esquerda (os utópicos  por exemplos) que propunha mudanças em setores chaves da sociedade, mas sempre com a premissa de que essas reformas gerariam igualdade social.

SOBRE OS ÍCONES DA ESQUERDA E DA DIREITA

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Não existe auto-evidência na análise histórica e social, existe a analise profunda das estruturas sociais, da conjuntura política, dos personagens e de tudo que envolve o período, através da apresentação de teses, da comprovação e do consenso cientifico.

No capitulo anterior deixamos claro que a esquerda não se resume apenas ao Stalinismo, nem a direita se resume apenas aos liberais, a distorção histórica desses termos reflete uma analise superficial, ignorante e , em muitos casos, desonesta.

Só para reforçar, vertentes do marxismo liderados por Trotsky ou Rosa Luxemburgo são variantes completamente opostas ao Stalinismo.

SOBRE A BURGUESIA E O APOIO AO NAZISMO
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Um verdadeiro malabarismo pseudo-intelectual do “profexor”.

Em nenhum momento afirmamos que TODA a burguesia alemã apoiou o Nazismo, mas sim que “o Nazismo teve Apoio da Burguesia” , tanto que uma das características que colocamos nessa mesma imagem foi o Oligopólio, e sobre esse termo entende-se :

“Um Oligopólio corresponde a uma estrutura de mercado de concorrência imperfeita, caracterizada pelo facto do mercado ser dominado por um número reduzido de empresas produtoras …”

Existe farto material sobre o apoio da burguesia (nacional alemã e internacional) ao nazismo, e essa burguesia apoiou Hitler não porque ele subiu ao poder, mas o apoio da burguesia ao Nazismo é um dos fatores mais relevantes que promoveram Hitler ao poder.

Essa é a essência da questão: Hitler ascendeu e se manteve no poder, não por seu poder de convencimento; não apenas pela legião de seguidores que o nazismo conquistara e muito menos pelo formato de seu bigode, fardas marrons ou pretas e iconografia excêntrica.

Hitler ascendeu e se manteve no poder sustendo pela elite burguesa, que visava defender seus negócios privados, sob um regime de exceção, mas que fosse totalmente alinhado com essa elite.

É impossível analisar a politica nazista separadamente das aspirações da burguesia, uma é atrelada a outra, a burguesia é o sustentáculo do poder do estado nazista nos anos 40.

Sobre o apoio da burguesia ao Nazismo e privilégio dessas empresas, podemos listar:

Hugo Boss – Alemanha
Hugo Boss durante a Alemanha Nazista confeccionou as roupas para SS entre 1933 e o final da Segunda Guerra Mundial. Além disso, era afiliado ao partido nazista….
Fornecedor exclusivo dos uniformes negros das SS (Schutzstaffel), da Juventude Hitlerista e de outras agremiações nazistas (sempre muito preocupadas com a elegância), ganhou milhões entre 1934 e 1945 e para dar conta das encomendas, a solução foi apelar para a mão de obra – compreensivelmente baratíssima – dos prisioneiros de guerra.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hugo_Boss

Siemens-Alemanha
Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial novamente as importações foram prejudicadas, e a produção regional tornou-se iminentemente necessária. Para manter os estoques, a Siemens montou várias oficinas de manufatura utilizando mão-de-obra escrava judia, voltadas para seu próprio consumo. A Siemens passou a produzir elétrodos, disjuntores e transformadores em lugares onde antes apenas os instalava.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Siemens
http://www.cartamaior.com.br/?/Coluna/Um-problema-chamado-Siemens-tambem-na-Alemanha/28830

Quem leu o livro Olga, deve se lembrar dessa passagem:

“O trabalho na unidade da Siemens era obrigatório para todas as prisioneiras, independentemente da classificação que tivessem, da idade ou do estado de saúde. Mediante acordo celebrado com o governo, a indústria pagaria ao comando do campo 30 centavos de marco por mulher-dia, sem que isso implicasse qualquer forma de remuneração às prisioneiras. As indústrias que, para preservar sua imagem internacional, preferissem não instalar fábricas dentro dos campos de concentração, não tinham por que se preocupar: a SS se encarregava de transportar os prisioneiros até a sede da empresa. “

Bayer – Alemanha
Além da empresa fornecer ao governo o produto Zyklon B (usado nas camarâs de gás) , a empresa , sob outro nome, beneficiou-se amplamente nos testes de seus produtos em prisioneiros do governo.
As pesquisas químicas alemãs eram pioneiras: O país inventou a aspirina e a novocaína (anestesia usada por dentistas) e desenvolveu fertilizantes, corantes e microscópios muito mais baratos e eficientes. Foi um dos setores que mais se envolveram com o nazismo – a ponto de o maior conglomerado farmacêutico do mundo na época instalar uma fábrica dentro do campo de concentração de Auschwitz. Posteriormente esse mesmo conglomerado farmacêutico formariam as empresas Basf, Bayer e Hoechst.
http://dougnahistoria.blogspot.com.br/2011/01/ciencia-de-hitler-por-um-bem-maior.html
http://contatoanimal.blogspot.com.br/2013/04/o-mais-dedicado-funcionario-da-bayer-dr.html
No período da II Guerra Mundial, suas fábricas e escritórios, marcas e patentes foram vendidas e/ou confiscadas pelos países aliados, devido à sua ativa participação na elaboração do pesticida Zyklon B (enquanto constituinte da IG Farben), usado nas câmaras de gás, sendo assim responsável perante a corte marcial americana pelo assassinato massivo dos campos de concentração nazistas. Porém, com o fim da Segunda Guerra, conseguiu se reconstruir trazendo de volta suas instalações, marcas e patentes.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2003/08/030820_cobaiamt.shtml

Allianz – Alemanha
Foi responsável pelos seguros das instalações e dos funcionários dos campos de concentração de AUSCHWITZ e DACHAM; e KURT SCHMITT, diretor executivo da empresa nos anos 30, foi durante algum tempo o segundo ministro da economia de HITLER. Tudo devidamente documentado numa foto de um comício onde devidamente uniformizado faz a saudação nazista ao “führer”.
http://www.madiamundomarketing.com.br/landmarketing/manchas-que-nao-se-apagam/

Blohm + Voss – Alemanha
De 1930 a 1945, a Blohm & Voss também construiu aviões destinados à empresa estatal Lufthansa, e à Força Aérea Alemã, a Luftwaffe.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Blohm_%2B_Voss
Poderíamos listar aqui dezenas de casos, mas para não deixar o texto tão longo , deixaremos alguns links:
http://www.mudancasabruptas.com.br/IndustriaNazista.html
http://dougnahistoria.blogspot.com.br/2011/01/ciencia-de-hitler-por-um-bem-maior.html
http://www.horadopovo.com.br/2012/02Fev/3028-01-02-2012/P8/pag8a.htm
http://leiturasdahistoria.uol.com.br/ESLH/Edicoes/61/os-filhos-do-nazismo-67-anos-apos-o-termino-290384-1.asp
http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/hugo-boss-e-bmw-querem-acabar-com-tabu-sobre-passado-nazista/n1597246002783.html
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/4708_O+PASSADO+NAZISTA+DO

Várias empresas estrangeiras beneficiaram-se com o Nazismo, podemos listar: Nestle, Ford, Kodak, Chase Bank, Coca-Cola, General Electric, IBM, etc.

O “profexor” deveria rever o seu conceito de que “a burguesia foi escravizada pelo governo nazista”. Ele errou de personagem escravizado nesse contexto, pois a elite burguesa foi extremamente beneficiada por esse regime, tanto que podemos ver o reflexo do crescimento delas até hoje na economia mundial.

CATÓLICOS CONSERVADORES E AS ESQUERDAS EUROPEIAS
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ESQUERDAS

Sobre a esquerda européia sair em defesa de Hitler, é importante destacar que a esquerda européia não era apenas um bloco monotemático,com apenas uma liderança e uma posição sobre os assuntos políticos. Existiam dezenas de grupos, partidos e posições conflitantes dentro da própria esquerda.

Partidos ligados a Moscou, partidos ligados à Social-Democracia, partidos ligados a Trotsky, o Partido Trabalhista Inglês, os anarquistas , entre outros. 

Assim como no Brasil atualmente, a conjuntura política é bem mais complexa do que apenas a polarização entre PT (representando todas as esquerdas) e direita.

Dentro da esquerda brasileira, existem partidos como o PSOL, o PSTU e o PCO que formam um bloco de oposição radical ao PT.

O “profexor” quando olha para a esquerda, vê apenas um grande bloco homogêneo o que configura-se em uma análise simplória e superficial.

Realmente o partido comunista alemão, sob o comando de Moscou, estava dividido entre uma dura oposição a Social-Democracia , situação na república de Weimar (república formada na Alemanha após a queda do segundo Reich), e ao nazismo , que no inicio foi subestimado por esse bloco , tanto que em alguns momentos, eles formaram um bloco único contra o governo social-democrata (comunistas e nazistas).

Mas conforme a influência nazista crescia, proporcionalmente crescia a oposição do partido comunista á Hitler, ao ponto de, em 1933, os comunistas alemães serem praticamente exterminados da Alemanha.

[ http://www.dw.de/1933-repress%C3%A3o-ao-partido-comunista-da-alemanha/a-303729 ]
[http://www.marxists.org/portugues/marx/1848/03/24.htm]

Como eu disse, essa era apenas uma das opiniões das esquerdas Europeias, como podemos ler:
“Nos anos 1930-1933, o eixo dos debates políticos na Europa, e na Internacional Comunista, foi a evolução política da Alemanha. Nas vésperas da ascensão Hitler, Trotsky criticara a recusa da IC em propor uma Frente Única Operária dos partidos socialista e comunista contra o nazismo.” [ http://www.rebelion.org/docs/9198.pdf ]

Ou seja , o revolucionário comunista Leon Trotsky já alertava para os riscos da ascensão nazista.

IGREJA CATÓLICA

Quanto a Igreja Católica e o Nazismo, eu não sei para qual grupo o texto dele refere-se quando denomina “Católicos Conservadores”, muito menos em qual ano esse grupo posicionou-se contra Hitler, o que podemos dizer é que a Instituição Igreja Católica apoiou o Nazismo de Hitler, esboçando um tímido arrependimento, apenas em 1938.

[ http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/papa_pacelli.htm
http://www.istoe.com.br/reportagens/11562_O+LADO+ESCURO+DO+VATICANO
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u4420.shtml
http://holocausto-doc.blogspot.com.br/2009/06/as-igrejas-alemaes-e-o-estado-nazista.html ]

Alias, essa questão ainda é bastante controversa.
Bento XVI, testemunhas do Holocausto e novos livros afirmam que o papa acusado de colaborar com o nazismo teria, na verdade, salvado milhares de judeus.

[http://www.istoe.com.br/reportagens/114896_A+ABSOLVICAO+DE+PIO+XII]

Recentemente a Igreja Católica na Alemanha resolveu abrir seus arquivos para pesquisas quanto á esse período.

Não vou me aprofundar nesse assunto pois o texto do “profexor” não negou que a Igreja Católica teria apoiado o Nazismo, mas soltou uma frase no ar , sem especificação alguma , sobre uma ala da igreja que , em algum momento não especificado, foi contra o nazismo (até acredito que alguma ala tenha sido contra sim, mas isso não se reflete a posição da Instituição Igreja Católica).

CONTINUA…

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4 respostas a A DIARREIA MENTAL DO PROFEXOR SOBRE O NAZISMO E A ESQUERDA – PARTE 1

  1. Marcus diz:

    Desonestidade, linguajar ~rebuscado~, factoides, todo esse discursinho pode ser resumido em, “esquerda é ruim, direita é boa”, e o pior, se você não seguir a cartilha deles vão dizer que você foi doutrinado pelo mec, no caso do Olavo é mais engraçado, pois ele diz que você é vítima do marxismo cultural do foro de SP. ahhahahah

  2. Rodrigo diz:

    A propósito do último tópico, é sempre bom dar uma olhadinha aqui – http://en.wikipedia.org/wiki/Ratlines_%28World_War_II%29

  3. Rodrigo diz:

    Vejamos os programas dos partidos neonazistas na Europa atual… ou então, mande um “machão de teclado” miguxo experimentar chegar para um neonazista e o chamar de comunista…

  4. Antiburguês diz:

    Com certeza Rodrigo! Se um desses cu de frango chegasse para um neonazi e o chamasse de comunista, o sujeito iria tomar um pau que iria ficar mais quebrado que arroz de terceira.

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