Mais sobre a corrupção na ditadura

“Em 1980, o SNI [serviço secreto da ditadura] de [general] Medeiros e [ do general] Nini [Newton Cruz] se envolveu numa nebulosa jogada comercial, que fez milionários e deixou um rastro de fraudes pelo caminho. Naquele ano, com o aval do SNI, a Capemi (grupo empresarial de 23 empresas controlada por militares da reserva ligados à comunidade) ganhou um contrato fabuloso na Amazônia. Para formar o lago da futura hidrelétrica do Tucuruí, seriam inundados 65 mil hectares de floresta tropical no Pará, uma área equivalente ao tamanho de Cingapura. A Capemi recebeu, de mão beijada, o direito exclusivo de desmatar a área e vender a madeira, avaliada em 400 milhões de dólares. Só havia um problema: a Capemi tinha uma experiência em previdência privada, em processamento de dados, nas áreas de mercado de capitais, ensino, saúde e agropecuária, mas não em exploração de madeira. Faltava know-how à Capemi, mas sobrava pistolão. Por pressão do SNI, o negócio foi fechado, apesar de a Capemi nunca ter derrubado e vendido um pé de eucalipto.”
FIGUEIREDO, Lucas. Ministério do Silêncio: a história do serviço secreto brasileiro de Washington Luís a Lula 1927-2005. Rio de Janeiro: Record, 2005, pp. 305-306

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Uma resposta a Mais sobre a corrupção na ditadura

  1. Marcus diz:

    Falando sobre a ditadura, o profexor disse que a ditadura foi um “socialismo positivista” (wtf?) e que não existe ditadura de direita (reaçada brasilis que pede a volta da ditadura não curtiu isso).

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